
Trata-se de uma técnica projetiva, desenvolvida ao longo de 18 anos por
M. Achtnich, baseada nos conceitos de
Leopold Szondi, que visa clarificar as inclinações profissionais do indivíduo. O contato com o material do teste é pré-conceitual, independente da influência de abstrações lógicas. Permite apreender não só os interesses conscientes, como também os aspectos da personalidade que estão mais distantes da consciência. O processo de
identificação da inclinação profissional através do
BBT independe dos elementos racionais, permitindo, ao mesmo tempo em que o indivíduo explicite suas escolhas de maneira clara e direta.
Por meio da seleção dentre 112 fotos de ocupações as mais diversas, com uma série feminina e masculina, e das associações fornecidas a seu respeito, obtém-se a estrutura de inclinação do indivíduo, segundo 8 fatores de necessidades pulsionais:
ternura, agressividade, senso social, senso estético, subjetividade, racionalidade, estabilidade e sociabilidade.
Esses fatores, quando pareados ou combinados entre si, revelam o princípio interno que influencia o comportamento de escolha do indivíduo, dando diretrizes afirmativas e negativas na competição entre as motivações.
Uma vez que as exigências das profissões, àquele que irá exercê-la, englobam, além das aptidões e capacidades, as respectivas inclinações, interesses e necessidades, o
BBT visa justamente clarificar o ponto de contato entre o mundo das profissões e as necessidades pulsionais do indivíduo.
O
BBT visa resolver uma igualdade com duas incógnitas: o ser humano com suas necessidades, e a ocupação profissional, com suas exigências. Da harmonia entre as necessidades individuais e as exigências profissionais dependem, em grande parte, a realização e o desempenho profissional.